O RESPEITO INSTITUCIONAL EXIGE RESPONSABILIDADE, TRANSPARÊNCIA E COMPROMISSO

  • 5 de Outubro, 2026
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O RESPEITO INSTITUCIONAL EXIGE RESPONSABILIDADE, TRANSPARÊNCIA E COMPROMISSO.

O Grupo Desportivo e Recreativo André de Resende (GDRAR) tem pautado a sua atuação pela seriedade, pelo respeito institucional e pelo compromisso com o desenvolvimento do basquetebol.Ao longo dos anos, temos trabalhado para criar as melhores condições possíveis para os nossos atletas, treinadores e equipas, assumindo responsabilidades que ultrapassam largamente a competição desportiva.

É precisamente por esse compromisso que não podemos permanecer em silêncio perante situações que prejudicam o trabalho desenvolvido pelo clube e, sobretudo, as próprias atletas.

A situação recentemente vivida com a inscrição de duas atletas estrangeiras da nossa equipa sénior feminina é um exemplo das dificuldades que os clubes enfrentam quando os procedimentos administrativos não decorrem como deveriam.

No dia 3 de setembro, o GDRAR dispunha de toda a documentação necessária e exigida pela AIMA dentro do respetivo prazo de validade. No entanto, os serviços administrativos da Federação Portuguesa de Basquetebol não aceitaram receber a documentação, alegando que ainda não tinha sido apresentado o seguro de acidentes de trabalho — documento que não é exigido pela AIMA para a apresentação do processo, sendo esta a primeira etapa que antecede a inscrição na Federação.Por desconhecermos que esse documento não era obrigatório nessa fase e por confiarmos nos procedimentos indicados pela instituição, apresentámos toda a documentação no dia 16 de setembro. Entretanto, o certificado do registo criminal acabou por caducar. Como consequência, deixou de ser possível apresentar a documentação válida junto da AIMA e, sem esse procedimento concluído, também não foi possível efetuar a inscrição das atletas na Federação.

Uma situação que poderia ter sido evitada e que acabou por ter consequências desportivas graves para o clube e, sobretudo, para as atletas.

Desde então, o GDRAR tem procurado incessantemente esclarecer a situação e encontrar uma solução junto da Federação Portuguesa de Basquetebol. Foram realizados vários contactos telefónicos e enviadas diversas comunicações escritas, numa tentativa de resolver um problema que o clube considera não ter sido da sua responsabilidade.

Apesar de todos os esforços, não foi encontrada uma solução, nem obtivemos o reconhecimento da situação que esteve na origem deste problema. O resultado é que duas atletas ficam impedidas de representar o seu clube num jogo oficial, sendo penalizadas por circunstâncias que não provocaram.

O GDRAR não pretende privilégios nem tratamento diferenciado. Exige apenas que os seus direitos sejam respeitados e que as suas atletas não sejam prejudicadas por situações alheias à sua vontade.O nosso percurso tem sido construído com muito trabalho, dedicação e sacrifício. Continuaremos a defender os nossos atletas e a lutar pelo desenvolvimento do basquetebol, mas não deixaremos de manifestar publicamente a nossa posição sempre que considerarmos que os direitos do clube e dos seus atletas estão em causa.

O respeito institucional não pode ser uma obrigação exclusiva dos clubes. Tem de ser uma responsabilidade de todos.

Jakoriah e Fatoumata estamos juntos 💪

A Direção do GDRAR